terça-feira, 12 de outubro de 2010

O MOÇO E O VELHO

O MOÇO E O VELHO



A vida é tão curta, um jovem dizia.
O velho tambem dizia; O tempo corre depressa
Parece até que foi ontem, eu ainda era um menino.
O jovem se olha no espelho e diz; Estou ficando velho,
Olha só a minha pele!
O velho no espelho da vida retruca; Que digo eu da minha vida?
Queimada de sol, ressecada pelo vento,
Enrugada pelo tempo, marcada pelo sofrimento.
E o jovem ouvindo o velho pediu; Conte-me suas histórias.
Me fale dos seus amores, suas dores, suas andanças pelo mundo. Me conte os seus sonhos.
E o velho na sabedoria da sua idade, nas rugas que o tempo marcou, responde; Meu jovem a vida é tão curta,
Se quer mesmo ouvir minhas histórias,
Comece ouvindo as suas,
Reflita, analise o tempo já vivido e que já lhe marca o pêlo.
Q ue lhe reflete na alma.
Para quando chegar a minha idade, dizer o que digo agora. O tempo corre depressa, parece até que foi ontem, eu ainda era menino, corpo solto no vento, no tempo...., agora olho meu rosto, cada linha marcada do corpo é uma história.
Se eu lhe contar como cada uma surgiu,.......rrrss
O tempo não vai lhe dar tempo de viver e ouvir as suas.
O mundo é um grande palco, uma grande condução,
Cada um na sua missão no teatro real da vida.
Passageiros de uma enorme condução, onde moços e velhos se misturam, cada qual trazendo na bagagém espaço para suas histórias.
Belas cenas de amor
Em outras cenas de terror,
Felicidade aqui, lágrimas ali,
E o relógio do tempo não pára.
Voce jovem, eu já velho...
E num tempo mais adiante, quando eu não mais existe
Voce com certeza já velho, terá do seu lado um jovem
Preocupado com seu tempo, que pedirá com respeito.
Me conte suas histórias.
E voce voltando no tempo, de mim se lembrará e responderá;
O tempo corre depressa.
Num palco de tantos cenários,
Ouve suas histórias,
Pois o relógio do tempo não pára

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