sábado, 31 de maio de 2014

RUMO AO FUTURO

No espaço a que temos direito desde o nascimento
Vamos exercendo o exercício do APRENDER
Vamos crescendo em graça e beleza, evoluindo a passos lentos
No processo interminável da aprendizagém.
O tempo nos ajuda nessa evolução e lá vamos nós
Com nossas asas invisíveis voando em direção ao progresso existencial
Nessa nave saborosa de imensas descobertas literárias, nos deliciamos
Estamos presos dentro de um túnel cercado de livros por todos os tipos
Bendito seja tantos canais de pura sabedoria, que estão a disposição
Dos gostos de cada um.
O futuro advém do passado onde já se vem preparados
Futuro.........futurismo...futurístico.........evolução.
E esse é um túnel sem órdem de chegada, infinito
Onde só a morte encerra.
Mas quem morre se torna imortal pela obras que deixa
E quem fica vai descobrindo a beleza rica de ler, do saber
Porque o saber não ocupa lugar
Quanto mais melhor
Bem vindo ao túnel do saber
Viajem nele....... dê asas a imaginação
Voem livres nas suas páginas......
Bendito seja esse túnel.

EU E A SOLIDÃO

O tempo corre solto no vento da ventania
E eu caminho triste na beira do mar na mais amarga solidão
Ouço o som desse vento que me escabela e faz escorregar minhas lágrimas
Estou tão só dentro das minhas saudades, sozinha olhando para o mar
Onde estou tem pássaros animados tentando me alegrar com suas piruetas no ar
A tarde chega fria e frio fica mais e mais meu coração.
A dor de um amor perdido e ingrato
Salgou meus olhos cujas lágrimas esvaem-se descontroladas
Que misturam-se ao mar revoltado com a ventania que sibila no ar
Fico ali parada e triste vendo a revoada da passarinhada procurando onde pousar
As vezes me vem um sorriso desbotado mascarando o coração fechado, doído
Sei que vai passar e um dia vou até rir de tudo.
E quem sabe eu volte neste mesmo lugar e veja de novo, com outro olhar
A revoada fantástica desses belos pássaros nas suas acrobacias
Quem sabe o mar esteja calmo e reflita nele os raios do sol da tarde
Quem sabe um novo amor me convide a ser feliz
E de mãos dadas caminhe comigo para um futuro de luz, de amor
Quem sabe meus sonhos de felicidade se realizem plenamente
E eu caminhe sorrindo de mãos dadas com o amor para uma vida feliz!
Sonhos que se quebram e magoa

terça-feira, 27 de maio de 2014

O SILENCIO DO MAR

 sol brilha forte lançando sobre nós seus raios de ouro
O dia amanhece nesse planeta acordando seus viventes
A orquestra da passarinhada nas árvores me faz sorrir
O céu azul sinaliza a casa do dono do universo em desencanto
O EU SOU - DEUS, nunca dorme e de plantão permanente vigia sua casa
Se prestarmos atenção vamos ouvir a voz de DEUS
Resolvo abrir as janelas e portas e sair por aí sem rumo certo
Quando percebo estou de frente para o mar
ainda é cedo, resolvo apenas ouvir o som que vem do mar
O silêncio do mar toca meu coração
Me ponho a pensar nessa imensidão azul cheio de vida
O mar, onde eu e você desaguamos nele nossas alegrias
Onde mergulhamos não apenas o corpo no frescor de suas águas
Onde em silêncio derramamos nossas lamúrias, nossas dores de alma
Onde lavamos a alma que chega chorosa
Esse mar que ouve e guarda segrêdos
Ah! Se esse mar dissesse uma só palavra!
Quantas histórias de amor e ódio
Quantos segredos ele tem!
Silencioso ele toma tudo e lança nas profundezas
No seu silencio ele nos toca o coração num sinal
Que podemos confiar
Nossas lágrimas salgadas se misturam as dele
Nossos sorrisos se confundem com suas batidas na areia
E nele vemos as mãos de Deus atuando, porque ele é vida
Extasiada com tanta beleza agradeço a Deus por poder contemplar tudo isto
Junto ao mar o meu silencio e o silencio do mar

segunda-feira, 26 de maio de 2014

RAIVA

Diante dos seus deslizes rotineiros meu coração se abateu
A raiva salgou meu sangue que de vermelho ficou roxo
Dos meus olhos sairam faíscas, como da boca de um dragão
Meus nervos se retesaram e meus punhos cerraram apontados pra você
Incendiada de raiva e mágoas saí a caminhar na beira do mar
Ah! Esse mar onde ando descalça espalhando as areias por dentro das sandálias
Esse marzão azul que joga nos meus pés suas águas insistentes e espumantes
Que me acaricia com sua brisa, que acalma a alma inflamada do meu ser abatido
Meus olhos castanhos e chorosos mergulham na imensidão desse azul celeste desse céu
E vejo que os tons azuis se encontram num laço eterno de amizade fiel
Olho para o mar nem calmo nem revoltado, na sua rotina diária
Me desabafo com ele, me derramo deixando nele minhas mágoas
Salgando minhas feridas, e curando-as e me refazendo
Meu coração pede socorro pois não sabe odiar, não guarda mágoas
Perdôa involuntariamente, passa a borracha e esquece
Coração vagabundo esse meu, fica como ave de asa ferida
Mas logo.... logo, se refaz......nunca vi um coração assim!
Raios me partam se eu conseguir odiar alguém.
Saio da praia andando solitária e deixando para traz o peso da mágoa
O mar solidário comigo levou tudo para o fundo
Saí com a alma lavada, coração disposto a viver a vida
O vento calmo enxugou minhas lágrimas
O sol me enviou um raio de sua luz como presente
E renovada caminhei em direção ao futuro
E o que ele tem reservado pra mim
Raivas e mágoas não cabem no meu coração
Mas a capacidade de perdoar é infinitamente generosa
A vida é um eterno recomeço de todos os dias.


terça-feira, 20 de maio de 2014

DIVAGANDO

Assim como um alquimista envolto nas suas alquimias
Seres pensantes, com visões alem do tempo que lhe prende a este mundo tão conturbado
Se pôem a caminhar em direção as filosofias que fazem pensar os pensadores filosóficos
Os transuentes passam por eles sem nada entender e riem deste seres silenciosos
Que vão pela vida usando seus olhos para filtrarem o que há de interessante nos cosmos
E suas mentes para arquivarem suas filmagéns introspectivas
São seres quase extras terrestres na forma humana de ser, de tão elevado é sua forma de capitar sentimentos
Com seus super cérebros ativos de inteligência máxima
Com a capacidade fantástca de exercer o amor de modo quase incompreensível
Lá vão eles, quietos se debruçam nas muradas dos oceanos romanceando a natureza crua e nua
Na sua explêndida forma de ser, esboçam sorrisos solitários diante dessa magnitude natural da natureza
E os que passam diante deste sonhador que poetisa a vida,que vai divagando solto nos seus eus
Olham zombeteiros sem nada entender, e os chamam de loucos, desvairados.....
Jamais entenderão as almas desses filósofos que silenciosos passeiam pela terra etérea
Quando os vejo como que esquecidos da vida, com seus olhares de lince
Pelas montanhas e vales, perdidos nos mares, na sua proposital solidão
Manda minha sensibilidade poetista silenciar-me diante deste visionário que divaga solitário
Visto como um louco ambulante, apenas acenar-lhes num sinal de entendimento dos seus pensamentos
E deixar que este alquimista siga tranquilo seu caminho, perfumando o ar com suas filosofias
Amando do seu jeito peculiar aquilo que lhe traz a memória na sua infinita forma de pensar
Saio de cena e deixo-os entregues nas suas divagações.
Apenas eles e a natureza que os envolve e absorve.

sábado, 17 de maio de 2014

CHEGADA DO OUTONO

Que seja bem vindo o outono
Com suas folhas amarelas caindo ao chão
Das árvores que nesta estação
Se renovam jogando no chão
Folhas velhas que mais nada são
Aproveite esta estação pra também
Jogar fora do seu coração folhas velhas
Que só servem para empoeirar sua alma
Deixando que o tempo transforme seu tronco
Seus galhos preparando a brotação
Que como nas árvores renovarão suas forças
E lhe darão nova vida, embelezando seu ser
Assim é o outono uma estação de preparação
Para outra que virá
E assim é a vida um seguimento de mudanças
Um eterno recomeço.


A CANTATA DOS PÁSSAROS

No meio da floresta o beija-flor assanhado
Vivia a beijar todas as flores, assim ele passava o dia em meio a flores
Era um jardim perfumado, com flores de todas as côres
E ele perdido ficava e seus beijos distribuia incansável
Mas no meio daquela floresta florida havia pássaros cantadores
O uirapurú cantava solitário num galho de uma árvore qualquer
Seu som era triste e ecoava lindamente naquele lugar.
As maritacas voavam e cantavam numa algazarra só
Eram muito barulhentas, escandalosas que só elas.
Mas em meio a tantas árvores o beija-flor avistou
Pulando de galho em galho, exibindo suas còres
Alguns lindos passarinhos e pediu; Cantem para mim
Pois minha voz é feia e as flores esperam por mim
Gostam mais dos meus beijos.
Então aquela passarinhada se juntaram num galho só
Uma ao lado da outra e pegaram seus instrumentos
Uns tocavam flauta, outros o bandolim, outros mais seus vilolinos
E assim naquele dia a cantata dos pássaros abrilhantou toda a floresta
Até o sol enviou raios de luz para iluminar aquele ponto.
Onde pássaros cantadores encantavam quem os podia ouvir.
E assim se foi o dia naquela cantoria até o pôr do sol
que bem devagar sinalizava o fim da tarde anunciando a chegada
Da lua prateada, para iluminar levemente toda floresta encantada
Encerrando assim a cantata da passarinhada.


AMORE MIO

Meu coração já entregue a este amor que seduz
No passo a passo dos encontros
Nos beijos doces e abraços apertados
No corpo a corpo colado,
Molhado de tanto suor
Não querem mais descolar
De tanto amor transbordar
Amor da minha vida é bom demais lhe amar
Sentir a sua presença, ouvir a sua voz
Aos seus apêlos entregue
Totalmente desarmada
As vozes são só sussurros
De dois apaixonados
Amore mio digo como te amo!
Sou sua, é seu meu coração
São seus meus pensamentos
É seu meu suspirar
E assim pela vida a fora
Quero somente lhe amar
De mãos dadas seguir sem pressa de chegar
Sem hora nem tempo marcados
Nossos encontros, encontrar
E sentir nossos corações cheios de saudades
O amor em nós completar.