terça-feira, 12 de outubro de 2010

O CRAVO E A ROSA

O CRAVO E A ROSA
No meio do meu jardim, observei a paquera,
Do cravo com uma rosa.
O cravo vermelho viçoso e a rosa, botão cor de rosa.
Um num canto só olhando, só podia ser o cravo
Que bem quieto no seu canto
Olhava as flores do jardim.
O jasmim branco e perfumado,
Jogava todo o seu charme e o cravo nem aí.
A pobre da margarida, atrevida que só ela
Mandou para o cravo vermelho
No bico de um beija-flor, uma pétala branquela.
Aí veio a flor de estudante, vermelhona como ela só
Chamando a margarida, de boba e oferecida.
Veja bem como fala ô vermelhona esquisita!
Voce morre de inveja pois sabe que o cravo
Um coração já tem.
Pergunta a trombeta amarela; O que será que ele tem? Está tão quieto o coitado que nem presta atenção, nas folhagéns ao seu lado,
Hibiscos de tantos matizes, rosas brancas e vermelhas......
E as rosas mariquinhas ele nem dá atenção.
Mas não demorou muito tempo para todas as flores lembrarem que no meio delas todas,
Havia uma em botão, que devagar se abria
Cumprimentando o dia,
Deixando secar ao sol o orvalho da noite fria.
Delicada em botão
Insinuante ao se abrir,
Cada pétala que saia, fazendo do cravo escravo,
De tanto amor suspirar, por uma flor côr de rosa.
Rosa menina ainda, que acabava de aflorar,
Encantando todo o jardim,
Fazendo do coração de quem a visse
Junto das outras flores, suspirar pelo jardim.
E o cravo apaixonado, pediu a rosa em namoro,
E a rosa pequena ainda disse; Meu coração já é seu, mas daqui não posso sair.
Mas leve no seu coração, de mim rosa menina,
O calor da amizade, o amor singelo e sincero,
Que o meu coração pode dar,
O perfume que exala de mim e que se espalha no ar,
A voce cravo querido, só isto posso lhe dar.
Mas não quero vê-lo chorar.
Sou rosa botão de rosa,
Voce cravo vermelho que perfuma este jardim.
Junto com tantas flores
Exalamos os odores
Encantamos tantos amores,
Dê paixões e amor,
Sem fim.

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