segunda-feira, 26 de maio de 2014

RAIVA

Diante dos seus deslizes rotineiros meu coração se abateu
A raiva salgou meu sangue que de vermelho ficou roxo
Dos meus olhos sairam faíscas, como da boca de um dragão
Meus nervos se retesaram e meus punhos cerraram apontados pra você
Incendiada de raiva e mágoas saí a caminhar na beira do mar
Ah! Esse mar onde ando descalça espalhando as areias por dentro das sandálias
Esse marzão azul que joga nos meus pés suas águas insistentes e espumantes
Que me acaricia com sua brisa, que acalma a alma inflamada do meu ser abatido
Meus olhos castanhos e chorosos mergulham na imensidão desse azul celeste desse céu
E vejo que os tons azuis se encontram num laço eterno de amizade fiel
Olho para o mar nem calmo nem revoltado, na sua rotina diária
Me desabafo com ele, me derramo deixando nele minhas mágoas
Salgando minhas feridas, e curando-as e me refazendo
Meu coração pede socorro pois não sabe odiar, não guarda mágoas
Perdôa involuntariamente, passa a borracha e esquece
Coração vagabundo esse meu, fica como ave de asa ferida
Mas logo.... logo, se refaz......nunca vi um coração assim!
Raios me partam se eu conseguir odiar alguém.
Saio da praia andando solitária e deixando para traz o peso da mágoa
O mar solidário comigo levou tudo para o fundo
Saí com a alma lavada, coração disposto a viver a vida
O vento calmo enxugou minhas lágrimas
O sol me enviou um raio de sua luz como presente
E renovada caminhei em direção ao futuro
E o que ele tem reservado pra mim
Raivas e mágoas não cabem no meu coração
Mas a capacidade de perdoar é infinitamente generosa
A vida é um eterno recomeço de todos os dias.


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