sábado, 17 de maio de 2014

A CANTATA DOS PÁSSAROS

No meio da floresta o beija-flor assanhado
Vivia a beijar todas as flores, assim ele passava o dia em meio a flores
Era um jardim perfumado, com flores de todas as côres
E ele perdido ficava e seus beijos distribuia incansável
Mas no meio daquela floresta florida havia pássaros cantadores
O uirapurú cantava solitário num galho de uma árvore qualquer
Seu som era triste e ecoava lindamente naquele lugar.
As maritacas voavam e cantavam numa algazarra só
Eram muito barulhentas, escandalosas que só elas.
Mas em meio a tantas árvores o beija-flor avistou
Pulando de galho em galho, exibindo suas còres
Alguns lindos passarinhos e pediu; Cantem para mim
Pois minha voz é feia e as flores esperam por mim
Gostam mais dos meus beijos.
Então aquela passarinhada se juntaram num galho só
Uma ao lado da outra e pegaram seus instrumentos
Uns tocavam flauta, outros o bandolim, outros mais seus vilolinos
E assim naquele dia a cantata dos pássaros abrilhantou toda a floresta
Até o sol enviou raios de luz para iluminar aquele ponto.
Onde pássaros cantadores encantavam quem os podia ouvir.
E assim se foi o dia naquela cantoria até o pôr do sol
que bem devagar sinalizava o fim da tarde anunciando a chegada
Da lua prateada, para iluminar levemente toda floresta encantada
Encerrando assim a cantata da passarinhada.


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