quinta-feira, 24 de abril de 2014

PAPEL E CANETA

O papel muito branquinho, no canto da prateleira Olhou para a caneta dentro de um pote sobre a mesa E ficou observando aquela caneta novinha, cheia de tinta E nada entendia dela ali caladinha, sem um movimento sequer E pensou; Eu estou aqui nessa pilha entulhada no meio da poeira Entulhado a outros papéis tão brancos como eu E a caneta tintosa jogada naquele vidro Sem um movimento sequer Ela e eu - Eu e ela Não podemos ficar assim nesse silencio doído Quando a vida lá fora dessas paredes vibra com ardor Aí resolvi chamar a caneta que pronta me disse - OI E o vento que entrava por uma das janelas Me mandou para cima da mesa do ladinho da caneta Que contente começou seu trabalho Deixando suas marcas numa linda expressão Poeticamente falando, foi deslizando a pena Na mão dessa poeta que gosta de poetar Escrevendo ela foi, na simplicidade das palavras Formando rimas e brincando Fazendo da caneta e papel suas armas poderosas Atirando com destreza as palavras do coração E homenageando o papel que docemente se deixa Acariciar pela caneta que escreve e descreve Suas frases e poesias, como almas gêmeas Nós vamos nas mãos dos escritores Escrevendo romances, falando sobre política E fazendo poesias.

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